26.1.07

P.171: Sobre o medo

Palavra em jogo no Fotodicionário.
Velho companheiro do homem, o medo quase se confunde com a consciência da vida e da morte. Firma-se nas fragilidades, nas estranhezas, no desconhecimento… Domina-se ou domina-nos, mas faz parte de qualquer existência inteira.
O medo em si não se fotografa, mas podem registar-se os seus reflexos visíveis ou sugestões das suas causas.

A fotografia que escolhi é, para mim, plurissignificativa. Em certa medida os castelos são vestígios arquitectónicos do medo. O seu desenho é defensivo, a sua solidez protectora; a torre um último reduto e o fosso a separação entre os dois medos: o de atacantes e o de atacados... Ou alguém duvida que a fúria guerreira se faz, também, de um medo visceral? Muitas vezes a torre serviu de cárcere e muitos aí temeram não mais ver o mundo!

Esta é também a fotografia de uma frágil travessia suspensa: há um e um diferentes; há a passagem precária entre os dois e a possibilidade de uma vertigem…

Mas é tempo de esquecer o medo e pensar precisamente no tempo, próximo desafio…

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Gosto muito da clareza dos teus textos.

janeiro 26, 2007 4:06 da tarde  
Blogger -pirata-vermelho- said...

Você é uma medievalista !
(Estudou germânicas' não foi?)

Já sabia?

janeiro 27, 2007 7:00 da tarde  
Blogger -pirata-vermelho- said...

Do medo só entendo o falar de quem o sabe forte e surdo - o medo que se torna vício.

janeiro 27, 2007 8:18 da tarde  
Blogger viajante said...

E iremos ver a Tempo mais uma linda foto sobre o TEMPO. É só esperar...

janeiro 27, 2007 9:26 da tarde  
Blogger Maria Manuel said...

O 1º comentário a este post foi da autoria da M. do blogue "Palavra puxa palavra" e começou por estar identificado. Parece que a adesão obrigatória ao novo blogger anulou a identificação dos comentadores que se manifestaram por essa altura...!

Pirata

Não me sabia medielvalista, mas sei, de certeza, que não estudei germânicas...! :-))

janeiro 27, 2007 11:48 da tarde  

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