25.1.07

P.170: Não siga o conselho da vizinha!

Mel Gibson dificilmente me arrastará de novo ao cinema. A última tentativa, «Apocalypto», foi de facto apocalíptica para a minha tolerância do tipo como argumentista/realizador.
Na sinopse, o meu logro: Em pleno século XVI, a colonização espanhola da América Central está em pleno desenvolvimento e com ela a civilização Maia caminha para o desaparecimento. No meio deste processo um homem, um Maia, procura preservar a sua cultura...
A verdade é um filme que não retrata nem a civilização Maia, de que mostra unicamente um breve e caricatural arremedo, muito menos a colonização espanhola, sugerida numa única cena final.
A verdade é um filme extenuante e sanguinário, feito de fugas e encontros com uma violência gratuita e pormenorizadamente mostrada, para contemplação e gozo dos amantes dos corações arrancados e pulsantes, dos corpos retalhados, das decepações rituais, do sangue nas mãos e no corpo e em tudo… até se nos toldar de vermelho o olhar e desistirmos daquela ideia única...!
(imagem googleada)

2 Comments:

Blogger -pirata-vermelho- said...

Vá ao México (sul e Yucatan) e à Guatemala.
Não menos de seis vezes... e comece pelo Museu de Antropologia da Cidade do México para construir uma trama de referência.
(isto é um conselho livre; não é para alardear que viajo muito...)

janeiro 25, 2007 6:42 da tarde  
Blogger Carlos Sampaio said...

Essa leitura é quase a mesma que fiz da "Ultima Paixão de Cristo", do mesmo realizador. Uma história pobremente desenvolvida, condimentada com um molho de atrocidades até enjoar.

janeiro 27, 2007 9:05 da tarde  

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