P.422: T.I.C.: ensinar ou deixar aprender?
Não é a primeira vez que aqui falo deste assunto, mas é sob um prisma diferente que o abordo hoje: o da responsabilidade política na descoordenação do ensino das Tecnologias da Informação e Comunicação nas escolas públicas.
Durante uns quatro ou cinco anos, com término no presente ano lectivo, existiu uma disciplina de T.I.C. no 9º e 10º anos de escolaridade. Os seus programas eram, tanto quanto sei, simples, de iniciação, concebidos “na óptica do utilizador” e preparando para o conhecimento e uso correcto de programas do Office e para a criação de páginas Web. Era pouco e foi muito contestado, sobretudo por alunos que se queixavam da extrema facilidade – embora os resultados não fossem, no geral, famosos!... Falta de motivação? – e questionavam a sua utilidade. A disciplina foi extinta no 10ºano.
De facto, em muito do que se faz no computador podemos ser autodidactas. Não impede que, dessa forma, os conhecimentos adquiridos variem muito, segundo a necessidade sentida, o interesse, a persistência, o equipamento informático que se possui ou não...

Entretanto, encheram-se os discursos de “planos tecnológicos”, assinaram-se protocolos de venda de computadores com condições especiais… mas minados de problemas na logística da compra e venda e mesmo problemas técnicos… Mas isso fica para uma outra charla.
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