29.9.07

P.354: Capacete Dourado

Percursos de adolescentes inquietos é o que menos preciso ver em filme.

Mas quem é a provinciana que resiste à sensação nova de ver a sua cidade tornada palco da fita no grande ecrã?! As ruas do seu quotidiano, a escola onde estudou e trabalhou, a paisagem circundante, lugares tão seus conhecidos sucedendo-se na tela de um filme “a sério”?!


No entanto, as estranhezas da película são muitas e nem todas tão agradáveis quanto ver as águas modestas do rio Corgo correrem velozes ao som do Danúbio Azul…!

Estranheza maior é ouvir, por estas bandas, chamar setôras às profs, chavalos aos putos; e um sotaque muito lisboeta a gente supostamente do lugar…

Isto, porém, são ainda estranhezas de somenos importância. Verdadeiramente assinalável é que por aqui a escola não é, felizmente, essa instituição deprimente, toda vocacionada para os conflitos da prepotência e da insolência…! Onde quer que se tenha inspirado, Jorge Cramez enxertou, na velha cepa constantemente renovada do meu Liceu, ramos alheios e inúteis de rebeldias sem causa!

Ver o filme acaba por ser, também, fazer um percurso inquieto, buscando entre as cenas um rumo de história…

1 Comments:

Blogger Irene said...

Ainda ontem me aconselhavam vivamente a ver este filme. Depois de ter lido o teu post certamente o verei condicionada pela tua opinião que, para mim, é mais válida do que as anteriormente ouvidas. É uma questão de sinergias entre pessoas que não 'engolem' tudo porque fica bem... :-)

setembro 30, 2007 2:39 da tarde  

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