P.351: Caleidoscópio

Por necessidade, sobretudo, por curiosidade e gosto de uma forma minoritária, a população portuguesa
já fora da escolaridade durante o boom da última quinzena de anos, lá foi progredindo no domínio de uma ou outra ferramenta mais necessária à sua vida, muitas vezes avançando por tentativa e erro ou seguindo o conselho da vizinha. É fácil isso acontecer num domínio em que é sempre possível (ou quase…) voltar atrás, recuperar, reposicionar, limpar…
E quando ao uso do computador se associou e vulgarizou a Internet, mais se pulverizaram os comportamentos que dividem hoje a população numa diversidade enorme de casos, que vão do utilizador completamente viciado ao indivíduo que a rejeita ou mesmo aquele que ainda ignora a existência.
Na minha profissão não há quem possa ignorar a informática nem a Internet, mas há, sem sombra de dúvida, quem gostaria de ter podido continuar a ignorá-las…! Num universo de licenciados, não são raros os que ainda têm que esperar pelo marido, pelo filho ou pelo gato para abrir um e-mail de trabalho…! Nem, tão-pouco, os que desconhecem como se criam pastas para guardar ficheiros no computador, ou se atrapalham com o duplo clique do rato…
No outro extremo, verdadeiros experts que nem sempre são, curiosamente, professores da área, esses mais virados para as obscuridades da programação e outros domínios ocultos, negligenciando bastante a chamada “óptica do utilizador”…
E quando ao uso do computador se associou e vulgarizou a Internet, mais se pulverizaram os comportamentos que dividem hoje a população numa diversidade enorme de casos, que vão do utilizador completamente viciado ao indivíduo que a rejeita ou mesmo aquele que ainda ignora a existência.
Na minha profissão não há quem possa ignorar a informática nem a Internet, mas há, sem sombra de dúvida, quem gostaria de ter podido continuar a ignorá-las…! Num universo de licenciados, não são raros os que ainda têm que esperar pelo marido, pelo filho ou pelo gato para abrir um e-mail de trabalho…! Nem, tão-pouco, os que desconhecem como se criam pastas para guardar ficheiros no computador, ou se atrapalham com o duplo clique do rato…
No outro extremo, verdadeiros experts que nem sempre são, curiosamente, professores da área, esses mais virados para as obscuridades da programação e outros domínios ocultos, negligenciando bastante a chamada “óptica do utilizador”…
3 Comments:
Isto talvez seja o resultado da falta de investimento na formação, pois, enquanto há pessoas que, por necessidade ou por brio profissional, actualizaram conhecimentos tecnológicos e já nem passam se eles, continua a existir o grupo dos «incultos digitais»... e agora alguns até titulares! :-)
Grata pelo teu comentário à minha foto de Ficção.
A foto foi feita em Londres, estacionado como se uma normal viatura fosse. E é, tal como se vê, apenas toda uma estrutura em arame.
Abraço :)
Dois lados - talvez mais - da mesma moeda. Como a irene salientou, não tem havido capacidade de formar. Mas isso é uma doença congénita do país que abrange todas as áreas.
Um bom dia e um beijo
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