7.6.07

P.306: Linhas

Linhas traçadas pelas agulhas ociosas da minha mãe, quando preenche utilmente as horas vagas em pensamentos tricotados. Há laças e pontos infindos de ideias que unem os filhos e os netos e os muitos que povoam o mundo de três tempos dos vivos. Há laças e pontos incontáveis de reflexões, em que a preocupação pode colorir-se de um pacífico verde e a tranquilidade momentânea de gritante vermelho rubro…!
Tecem-se enredos por trás do seu semblante clarividente. Seguem livres o tempo que durar o gesto mecânico da mão que alonga o fio e das duas que fazem a malha bailar e crescer.
E quando nos envolvemos nestas suas mantas multicolores, sabemos que não é só a lã que nos afaga…

4 Comments:

Anonymous Penhas said...

A essência de um xaile! Aplaudo, de pé ...

junho 07, 2007 6:14 da tarde  
Blogger bettips said...

Poética, diz à tua mãe que ela é uma amor! Linhas e linhas da vida que não lhe tiraram a beleza da alma..

junho 08, 2007 8:56 da tarde  
Blogger Belzebu said...

É todo um processo que lhe conheces o início e nunca o fim! Uma Mãe está sempre pronta a surpreender-nos!

Um abraço infernal!

junho 09, 2007 1:09 da manhã  
Blogger APC said...

Cores, texturas e afectos maternos/maternais... Brilhante! :-)))

junho 09, 2007 10:08 da tarde  

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