9.10.07

P.357: CHE


Pouco me parece haver de mais irresistível no homem do que a associação da beleza à inteligência e à defesa de uma causa…

Acredito na força de acreditar mais do que no credo em si.

Que importância tem que o futuro de Che fosse uma provável decrepitude cega como a que ataca Fidel…?
Não chegou a embranquecer a sua barba. E da mesma forma que o seu corpo se esquivou ao tempo, os seus ideias fugiram à usura da aplicação, ao crivo da realidade vivida.

Pairaram no ar as suas ideias humanitárias, envolvidas no olhar quente e latino, acentuado pela boina intemporal do seu retrato…
Assim o vemos e assim queremos/cremos em Che, um mito de quarenta anos, hoje!
Google - imagens

3 Comments:

Blogger APC said...

Deixo-te um post "irmão", que não há nada como estes pontos (estas pontes) de encontro entre uns e outros.

E um abraço, claro!

outubro 10, 2007 6:55 da tarde  
Blogger aDesenhar said...

"Assim o vemos assim o queremos"
e
a 9 de Outubro de 1967, o homem que assassinou Ernesto Guevara criou, sem o saber, um mito. Em duas rajadas. A CIA arquitectou, Barrientos juntou o útil ao agradável e ordenou, Félix Rodriguez supervisionou e Mario Terán executou. Simples rápido e eficaz: a Revolução, de uma assentada, tinha perdido um combatente e ganho um mártir.

:-)
bjs

outubro 11, 2007 5:28 da tarde  
Blogger PostScriptum said...

Che jamais seria uma cópia de Fidel. Provou-o ainda em vida.
Desapegado do poder, preferiu perseguir um sonho que lhe custou a vida. Quantos homens são generosos a esse ponto?

outubro 15, 2007 5:11 da tarde  

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