5.7.07

P.317: Livros - II

Pedro e Inês em


Os Lusíadas
La Reine Morte
Inês de Castro
Inês de Portugal


A história do grande amor em diferentes versões, lidas com intervalos de idade e nuances de perspectiva.

Contemplação em Alcobaça. Seguida de…

Primeiramente, lírico e belo, o episódio d’Os Lusíadas, encantatório e tão verdadeiro no seu engano da alma ledo e cego, que a Fortuna não deixa durar muito…!

Drama, depois, pela visão um tanto misógina de Henry de Montherlant… La Reine Morte. Marcante.

Ainda, a narrativa de Maria Pilar Queralt del Hierro, Inês de Castro, focalização do/no feminino… Empolgante!

Mais recentemente, Inês de Portugal, que é sobretudo a história do sofrimento demente de Pedro, na pena fina e rigorosa de João Aguiar. Forte e inesquecível.

E, em fins de leitura, sempre a mesma admiração pela intemporalidade e universalidade da paixão-proibição-comunhão-amor…

5 Comments:

Blogger Carlos Sampaio said...

Não é que eu goste de "choradinhos", mas é claro que se esta história se tivesse passado num país com maior "peso" cultural, como França ou Itália, por exemplo, esta história teria uma presença no "romaceiro" romântico universal talvez até superior à de "Romeu e Julieta".

julho 07, 2007 8:45 da manhã  
Anonymous Luisa said...

Nesta história dos amores de Pedro e Inês sempre se me pôs a dúvida: por quê nunca falar da D. Constança, mulher atraiçoada pelo marido e pela sua dama de companhia? Parece que ninguém se importou com o sofrimento daquela mulher, relegada para um canto da história que não interessou a ninguém investigar.

julho 07, 2007 3:24 da tarde  
Blogger Maria Manuel said...

Luísa

Montherlant até dá bastante relevo a D. Constança na sua peça, mas para realçar nela o orgulho nobre e as razões de estado...

Diz o povo que o casar e o calçar são ao gosto... Ditado de plebeus de que não podia gozar-se a realeza.

Visto por um certo prisma, discutível, admito, D. Pedro não casou com D. Constança, mas com D. Inês.

Há-de haver, com certeza, historiadores explorando o filão rico dos traidores e atraiçoados reais. E suponho que, por rigor de análise, terão o cuidado de definir o próprio conceito de traição. É aí que reside o principal da questão.

julho 08, 2007 12:06 da manhã  
Blogger APC said...

Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manhã da minha noite. É verdade que te podia Dizer “ Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios?” Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, até sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor, ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo ele que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu: a primavera luminosa da minha expectativa, a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.

Nuno Júdice
In Pedro Lembrando Inês

PS - Nice new picture of you! ;-)

julho 09, 2007 1:57 da manhã  
Blogger Maria Manuel said...

APC

Se prometeres não indagar muito, posso dizer-te que a fotografia tem um pouco de Inês e que talvez venha daí algum encanto... :-)

De resto, e principalmente, tenho a agradecer-te a belíssima passagem do livro que aqui trouxeste, que fica como sugestão para uma leitura próxima. Obrigada.

julho 09, 2007 11:07 da tarde  

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