P.222: Manoel de Oliveira
O realizador Manoel de Oliveira anunciou hoje que o seu próximo filme terá por título "Singularidades de uma rapariga loira" e se baseará no conto homónimo de Eça de Queirós.(…)
"Colombo será terminado em Nova Iorque e estreia em Junho em Washington", indicou o realizador.(…)
Relativamente ao próximo projecto, Manoel de Oliveira, que se declarou "cheio de ideias", não quis adiantar mais pormenores, nomeadamente quem será o produtor e quem integrará o elenco.
30.03.2007 - 15h28 Lusa
"Colombo será terminado em Nova Iorque e estreia em Junho em Washington", indicou o realizador.(…)
Relativamente ao próximo projecto, Manoel de Oliveira, que se declarou "cheio de ideias", não quis adiantar mais pormenores, nomeadamente quem será o produtor e quem integrará o elenco.
30.03.2007 - 15h28 Lusa
Abro excepção para falar de uma pessoa que conheço pouco. A notícia deixou-me a pensar que, pelo menos no que respeita a energia, dinamismo, projectos, realizações, não se poderá negar a excepcionalidade de Manoel de Oliveira! Estreia um novo filme em Junho, em Washington, e já tem outro preparado a começar! Tem 98 anos! É admirável!
No mais é difícil manifestar-me, a não ser para testemunhar uma certa estranheza que sinto em relação a este reconhecido cineasta. Quatro ou cinco filmes e duas ou três entrevistas não são suficientes para “etiquetar” uma obra e o seu autor, mas chegaram para criar em mim a sensação estranha de a sua mensagem, por demasiado complexa ou por exageradamente simples, não se me tornar legível. E não falo só dos filmes.
Nesses com certeza que um longo minuto de abertura com um maestro regendo de costas para a câmara, o qual depois, aparentemente não tem ligação com nada mais no filme (Porto da Minha Infância), deve ter algum significado… Um tecto manchado de humidade, intensa e longamente focado, cena sublinhada por um crescendo musical indiciador de mistério (O Convento) deve querer dizer alguma coisa…
E destas e doutras incompreensões somadas se tem feito a minha experiência de observação de obras do mais velho realizador do mundo. São questões de tempo – duração e ritmo –, são questões de coesão, de lógica ou de absurdo em que os seus objectivos e a minha compreensão não se encontram.
Enfim, não rejeito, claro. E fiquei até com curiosidade e vontade de ver estas novas produções. Mas só em dia de graaaande paciência intelectual… :-)
No mais é difícil manifestar-me, a não ser para testemunhar uma certa estranheza que sinto em relação a este reconhecido cineasta. Quatro ou cinco filmes e duas ou três entrevistas não são suficientes para “etiquetar” uma obra e o seu autor, mas chegaram para criar em mim a sensação estranha de a sua mensagem, por demasiado complexa ou por exageradamente simples, não se me tornar legível. E não falo só dos filmes.
Nesses com certeza que um longo minuto de abertura com um maestro regendo de costas para a câmara, o qual depois, aparentemente não tem ligação com nada mais no filme (Porto da Minha Infância), deve ter algum significado… Um tecto manchado de humidade, intensa e longamente focado, cena sublinhada por um crescendo musical indiciador de mistério (O Convento) deve querer dizer alguma coisa…
E destas e doutras incompreensões somadas se tem feito a minha experiência de observação de obras do mais velho realizador do mundo. São questões de tempo – duração e ritmo –, são questões de coesão, de lógica ou de absurdo em que os seus objectivos e a minha compreensão não se encontram.
Enfim, não rejeito, claro. E fiquei até com curiosidade e vontade de ver estas novas produções. Mas só em dia de graaaande paciência intelectual… :-)
(imagem googleada)
5 Comments:
Então
aqui tem duas sugestões para esses dias de excepcional à-vontade, mnina
1 'Hitler - ein Film aus Deutschland', de Hans-Jurgen Syberberg, em 4 partes
-Der Gral
-Ein deutscher Traum
-Das Ende eines Wintermärchens
-Wir Kinder der Hölle
que somam cerca de 7 horas e devem ser vistas oEM CINEMA! e com UM intervalo para matar a sede.
2 'Der Ring des Nibelungen', de Richard Wagner, em 4 partes
-Das Rheingold
-Die Walküre
-Siegfried
-Götterdämmerung
que somam '3 diase 1 noite' consecutivos -só pode ser fruido assim...
"Ein Bühnenfestspiel für drei Tage und einen Vorabend", disse o compositor.
O Oliveira por vezes dá uma ideia do que é uma experiência intensa de transmutação da personalidade do fruidor.
(Vaga...!)
prefiro passar por aqui antes de ver o filme do M. O. para ler o teu comentário-crítico.
homem prevenido...
:-)
Quem sao voces para estarem a criticar um cineasta com o Manuel de Oliveira.Tenham juizo
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