26.1.06

Página 53: Hoje é assim...


Rio de Silêncio

Surdo, subterrâneo rio de palavras
Me corre lento pelo corpo todo;
Amor sem margens onde a lua rompe
E nimba de luar o próprio lodo.

Correr do tempo ou só rumor do frio
Onde o amor se perde e a razão de amar
Surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
Para onde vais, sem eu poder ficar?

Eugénio de Andrade

6 Comments:

Anonymous veritas said...

o eugénio e as suas mariquices, coitado.

janeiro 28, 2006 12:57 da manhã  
Blogger Maria Manuel said...

Coitado de ti, veritas, que nem nome, nem nada que te afirme.

janeiro 28, 2006 2:13 da manhã  
Blogger sem cantigas said...

vai de veritas...

janeiro 28, 2006 1:44 da tarde  
Blogger Elipse said...

... hoje é mais rumor do frio, m.

janeiro 28, 2006 4:38 da tarde  
Blogger Fausta Paixão said...

...qual rumor do frio? Estas gaijas são a minha desgraça e o Eugénio, que era de sensibilidade próxima, (deus me perdoe), também não devia ser de muitos calores. Homens poetas gastam-se no palavreado, não achas, m.?

janeiro 28, 2006 4:40 da tarde  
Blogger JL said...

Há que séculos não lia Eugénio de Andrade. Gostei. Um beijo

janeiro 28, 2006 5:19 da tarde  

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