16.1.06

Página 50: "Googlegrama"


A imagem da capa deste número da revista Envoyé Spécial foi realizada por Joan Fontcuberta, artista catalão que utiliza o motor de busca Google para compor as suas obras.
À primeira vista as imagens criadas por Joan Fontcuberta poderão parecer as de um pintor neo-impressionista, mas quando firmamos o olhar deparamos com uma curiosa geometria informática.
A ideia do artista é conjugar arte e tecnologia e suscitar uma reflexão sobre o mito da Internet como ficheiro universal de informação e sobre a relação da palavra com a imagem. Partindo de uma fotografia previamente escolhida e utilizando um programa ligado ao Google, o artista define palavras-chave de procura que permitirão a selecção de imagens escolhidas pela sua cor e contraste – dentre os milhares de ocorrências que respondem à pesquisa –, as quais virão preencher a fotografia de base.
Um Googlegrama composto sobre uma imagem dos atentados do 11 de Setembro em Nova Iorque, por exemplo, foi obtido com a utilização de 6.000 imagens que corresponderam à pesquisa das palavras Deus, Yahvé e Alá em francês, espanhol e inglês.
in Envoyé Spécial, Décembre 2005
(tradução e adaptação livres)
Interessante!

15 Comments:

Blogger pirata vermelho said...

'suscitar uma reflexão sobre o mito da Internet como ficheiro universal de informação e sobre a relação da palavra com a imagem'
.............
não é mito e é crochet!
'arte' pressupõe dimensão estética, além de perícias industriosas, não é?

janeiro 17, 2006 4:10 da tarde  
Blogger pirata vermelho said...

a internet e as google-imagens
mito e arte
respéctively

janeiro 17, 2006 4:12 da tarde  
Blogger pirata vermelho said...

...(fora o eventual efeito subliminar de uma ou outra imagem) trata-se mais, quanto a mim, da exploração do efeito fácil da imagem-mosaico (v/ macLuhan)

janeiro 17, 2006 4:23 da tarde  
Blogger KIM PRISU said...

não sei o que todos os inteiros pensam do Googlegramas mas eu gosto de imagens...

janeiro 17, 2006 11:32 da tarde  
Blogger antimater said...

1)mito
s. m.
narrativa fabulosa de origem popular;
relato das proezas de deuses ou de heróis, susceptível de dar uma explicação do
real satisfatória para um espírito primitivo;
elaboração do espírito essencialmente ou puramente imaginativa;
alegoria;
representação falsa, por simplista, mas geralmente admitida por todos os
membros de um grupo;
representação de uma coisa inteiramente irreal;
exposição de uma ideia ou de uma doutrina sob forma voluntariamente poética e
quase religiosa;
lenda.

(Do gr. mƒthos, «palavra expressa» pelo lat. mythu-, «fábula; mito»)

*** a internet não cabe em qualquer definição de mito!

2)estética
s. f.
filosofia da arte;
ciência cujo objectivo é o juízo de apreciação concernente à distinção entre o belo
e o feio;

*** tudo tem dimensão etética!

3)assustador é o fosso entre a erudição e a cultura!

*** Gostei de saber o que se vai passando no mundo da arte e tecnologia.

.o)

janeiro 18, 2006 1:16 da manhã  
Blogger Maria Manuel said...

No original: "L'idée de l'artiste est de... soulever une réflexion sur le mythe d'Internet comme fichier universel..."

janeiro 18, 2006 4:23 da tarde  
Blogger Elipse said...

Pós-modernismos!!! Viva tudo o que é possibilidade. Mesmo que não seja arte.

Reflexão a posteriori - Mas quem sou eu para pôr nomes às coisas?

janeiro 18, 2006 6:46 da tarde  
Blogger sem cantigas said...

esta ideia não é original tenho puzzles photomosaic 1000, 2000 peças escolhe!
em puzzle funciona com duplo egeito: a imagem em cada peça e a imagem geral
é muito bonito!

janeiro 18, 2006 10:28 da tarde  
Blogger sem cantigas said...

efeito efeito semdefeito!
isto aqui tá um bocado intelectual, acho melhor chamares o Pacheco...
ou será luta de galos?
mais mais
cse cse

janeiro 18, 2006 10:29 da tarde  
Blogger antimater said...

soulever une réflexion sur le mythe d'Internet comme fichier universel..."

Oui, attention: "comme fichier universel" cést à dire que si nous la prendrons comme fichier universel,-si-, que é o que ela não é, poderá cair numa das três ultimas definições de mito...

Ou seja no contexto dado, assim sendo, não se fala de internet pura e simples, que essa sim não um mito. Poderá eventualmente ser "mitificada" quando se pretende "universsalizar" o não "universsalizável"

De todas as maneiras, "onze lapsos" apenas gera polémica buscando sabedoria incluindo a retórica.

Nunca por nunca sai do desafio a si próprio,
usando, todavia,e raras vezes, a benevolência dos outros...

.o)

janeiro 19, 2006 1:14 da manhã  
Blogger antimater said...

o que me ocorreu:
http://orad.dent.kyushu-u.ac.jp/dylan/blowwind.html

.o)

janeiro 20, 2006 11:59 da tarde  
Blogger sem cantigas said...

a página 51?

janeiro 21, 2006 3:52 da tarde  
Blogger Maria Manuel said...

Fugiu!... :-) Levou-o o vento...

janeiro 21, 2006 7:39 da tarde  
Blogger antimater said...

Espaço de liberdade só mesmo cá em casa! e mesmo assim, às vezes tenho aí a vizinha, que entra por aí dentro, como se fosse tudo dela, a dizer que eu fiz isto que eu não fiz aquilo, que ela percebe tudo lá no andar de baixo... e que na minha casa está-se bem, se pode ficar a conversar um bocadinho...e...
Enfim... liberdade, liberdade,
acho que só mesmo dentro da minha cabeça... e mesmo aí... não sei...

E depois... o Robert Zimmerman esse sim, sei que vai entristecer, ao fim e ao cabo já em vida imortal e tão maltratado!...
Sempre mal entendido e maltratado, é ele que o diz. Que culpa tem ele?
Porque será?
se é tão bonito o que ele nos dá!...
Então Bob porque te vais?

“I'll let you be in my dreams if I can be in yours.”
Bob Dylan

janeiro 22, 2006 2:39 da manhã  
Blogger sem cantigas said...

nem bob nem baez, cheiram mal, cótas, dá cá a janis e o frank!
vizinho: não estiques muito que as trombas chegam aqui

janeiro 24, 2006 9:17 da tarde  

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